Os executivos da Alemanha, França, Portugal e Reino Unido têm salários maiores do que os de Espanha.

Para decidir entre ir para um país ou outro no momento de escolher um trabalho, é necessário ter determinados aspetos em mente. Afeta a situação familiar e pessoal, as condições do trabalho, os preços da cidade e, de forma determinante, tem influência o salário oferecido. Tendo em consideração essa variável, Espanha é um dos sítios menos atrativos para os dirigentes entre os grandes países da Europa.

Numa análise realizada pela Seresco, que inclui os salários dos executivos alemães, britânicos, franceses, espanhóis e portugueses, os salários de Espanha são os piores, em conjunto com os do Reino Unido. Concretamente, a classificação é liderada pelos dirigentes franceses, seguidos pelos portugueses, alemães, britânicos e espanhóis, em último lugar.

No caso dos franceses, o salário líquido é de 3762 euros por mês, mais de 1200 euros acima dos dirigentes portugueses, que cobram 2474 euros por mês. Por sua vez, os alemães cobram um pouco menos do que os dirigentes de Portugal, um total de 2458 euros mensais. No caso de Espanha, a quantidade reduz-se a 2404 euros, enquanto os britânicos, com salários de 1849 libras, isto é, 2095 euros, ficam por trás dos espanhóis. Estes salários estão calculados em doze pagamentos anuais.

Em qualquer caso, é necessário precisar as diferenças entre os diferentes serviços adicionais que as empresas proporcionam aos seus trabalhadores. Enquanto o pagamento em numerário não é somado ao salário bruto em Portugal e Espanha, no resto dos países sim. Além disso, o carro de empresa é tributado anualmente em Portugal, enquanto em Espanha é tributado no IRS.